A Justiça Eleitoral já indeferiu 1.138 registros de candidatura para as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desse total, 829 casos, ou 73%, ainda podem ser alterados, porque estão dentro do prazo para recurso ou já foram contestados pelos candidatos.
Outros 309 registros aparecem como indeferidos no sistema da Justiça Eleitoral. Nesses casos, segundo os dados consultados pelo TSE, não há recurso pendente nas informações disponíveis.
O levantamento ocorre a pouco mais de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Até a noite ontem (16), a Justiça Eleitoral já havia analisado 20.982 pedidos de registro, o equivalente a 99,02% do total. Ainda havia 205 processos aguardando julgamento.
O fato é que os candidatos que tiveram o registro negado, mas ainda estão recorrendo, podem continuar fazendo campanha e participar do horário eleitoral gratuito.
O nome também pode permanecer na urna enquanto o processo estiver em análise.
A validade dos votos, porém, fica condicionada ao resultado definitivo do processo.
Entre os motivos que podem levar ao indeferimento estão o descumprimento de requisitos previstos na legislação eleitoral, falta de quitação eleitoral, ausência de afastamento de cargo ou função pública dentro do prazo e situações de inelegibilidade.
O Ministério Público Eleitoral apresentou mais de mil impugnações a registros de candidatura nas eleições deste ano.
As ações representam cerca de 5% dos quase 21 mil pedidos apresentados à Justiça Eleitoral.
Uma impugnação apresentada pelo Ministério Público, no entanto, não significa automaticamente que a candidatura será barrada.
Cabe à Justiça Eleitoral analisar cada processo e decidir se o candidato atende às condições legais para disputar a eleição.







