Lideranças dos caminhoneiros de todo o país estão ensaiando um movimento de paralisação nacional, que ganhou força nos últimos dias com a alta do diesel em meio a disparada no preço do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
A greve também seria uma resposta ao aumento no combustível anunciado pela Petrobras na última terça-feira (13).
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido no setor como Chorão, os trabalhadores estão em “estado de alerta”.
Pelas redes sociais, ele informou que houve uma reunião no Porto de Santos, em São Paulo, que deliberou pelo movimento grevista.
“Quem lá estava decidiu cruzar os braços. As condições que a gente está tendo hoje, com esses altos aumentos de combustíveis, não tem como manter o transporte rodando. Estamos de fato em estado de alerta”, disse Chorão.
Somente na primeira semana de março, o preço médio do diesel S-10 subiu mais de 7%, levando o combustível para uma média de R$ 6,90 o litro, de acordo com monitoramento de mercado da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A alta ocorre em razão da volatilidade do preço do óleo bruto, com o barril ultrapassando a marca de US$ 100.
Caminhoneiros ensaiam greve em meio à alta no diesel








