A Arcelor Mittal comunicou aos funcionários da usina de Monlevade que vai implantar turno fixo a partir da próxima terça-feira.
A empresa informou que os trabalhadores perderão 9% de adicional salarial, a vantagem pessoal de 11,7%, a folga de sete dias durante o acordo e que será retirada a proibição de treinamentos nos últimos três dias do turno das 7 às 15 horas.
Ainda segundo a empresa, a decisão ocorreu após o Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindmon-Metal, não ter deliberado sobre a proposta de renovação da escala atual. Já o sindicato afirma que os próprios trabalhadores rejeitam a escala vigente.
De acordo com a entidade, cerca de 640 dos 1.100 funcionários da usina trabalham nesse regime e seriam os mais prejudicados.
O impasse ocorre porque, a cada dois anos, empresa e sindicato precisam discutir a renovação da escala. Em 9 de janeiro, assembleias realizadas pelo sindicato indicaram que os trabalhadores não querem manter o modelo atual.
A categoria reivindica o revezamento 4 por 4 com turnos de 12 horas: dois dias das 7 às 19 horas, dois dias das 19 às 7 horas e quatro dias de folga.
O modelo já existe em outras usinas da ArcelorMittal, mas a empresa afirma que não pode adotá-lo em Monlevade por restrições da CLT.








