Está valendo, desde o último sábado, o aumento de 38 centavos por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias.
A medida foi anunciada pela Petrobras como uma reação à disparada do petróleo por causa da guerra no Oriente Médio.
Para compensar as pressões internacionais, o governo federal havia concedido isenção de 32 centavos no PIS/Cofins por litro de combustível, o que ainda deixa margem para um aumento real do preço do diesel.
Em comunicado, a estatal explicou que o preço médio do diesel A, praticado pela companhia para as distribuidoras, aumentou para 3 reais e 65 centavos por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B ficou, em média, de 3 reais e 10 centavos.
O diesel A é o vendido nas refinarias, antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o comercializado nos postos ao consumidor final, depois de as distribuidoras efetuarem a mistura obrigatória.
Nesta semana, o preço médio do combustível nas bombas já era de R$ 6,80 por litro. Sentindo o peso no bolso, inclusive com o encarecimento do frete, caminhoneiros têm demonstrado muita insatisfação.
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos não tem indicativo de uma greve nacional, mas a insatisfação é crescente entre os caminhoneiros, com movimentos isolados já acontecendo pelo país.








