Depois de dias embalados por blocos, trios e viagens, a fantasia sai de cena e a rotina volta a bater à porta.
A Quarta-Feira de Cinzas, celebrada neste ano em 18 de fevereiro, marca oficialmente o fim do Carnaval e o início de um novo ciclo — tanto no calendário religioso quanto na vida prática de quem precisa retomar o trabalho.
Ainda assim, muita gente se pergunta se já é hora de voltar ao expediente normal. Embora seja tratada como feriado em boa parte do país, a data não é feriado nacional assim como os dias de Carnaval.
O que prevalece, na maioria dos casos, é o ponto facultativo.
De acordo com o calendário federal, a Quarta-Feira de Cinzas é ponto facultativo até as 14h. Na prática, isso significa que órgãos e repartições públicas podem retomar o funcionamento normal a partir desse horário.
Estados e municípios, no entanto, têm autonomia para editar seus próprios decretos. Por isso, os horários de retorno variam de capital para capital.
Em quase 20 delas, o ponto facultativo vale apenas até 12h, 13h ou 14h. Em outras, a dispensa é integral ao longo de todo o dia.
Além da dimensão trabalhista, a Quarta-Feira de Cinzas tem forte significado religioso.
A data marca o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa no calendário da Igreja Católica, tradicionalmente associado à reflexão e à penitência.
Entre a simbologia religiosa e a reorganização da agenda profissional, a Quarta-Feira de Cinzas funciona como uma ponte entre a festa e a rotina, encerrando o ciclo do Carnaval e abrindo espaço para um tempo de recolhimento e retomada.








