A Justiça de Ipatinga decidiu pronunciar o cantor Relber André Pereira Costa da dupla Relber e Allan encaminhando o processo para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A pronúncia não representa condenação. É uma decisão que reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade, permitindo que o caso seja analisado pelos jurados.
O caso segue para o Júri porque a acusação entende que se trata de crime doloso contra a vida.
Crime doloso é quando a pessoa age com a intenção de causar o resultado ou assume o risco de que ele aconteça.
No caso de Relber, o Ministério Público sustenta que a conduta atribuída ao cantor extrapola a esfera do acidente de trânsito e alcança o dolo eventual, ao apontar que ele teria assumido o risco de provocar mortes ao dirigir em condições que, segundo a acusação, colocariam em perigo a vida de terceiros.
Por essa razão, a imputação foi classificada como crime doloso contra a vida, o que leva o caso para o Tribunal do Júri.
O processo também teve movimentação recente, com a juntada de nova procuração.
Um novo escritório de Vitória, no Espírito Santo, também passou a atuar na defesa do cantor, com a entrada do criminalista Gustavo Paiva.
Com isso, ainda não está claro se o advogado Ignácio Luiz Gomes de Barros Júnior continuará atuando no caso ou se haverá substituição na defesa técnica.








