A Senacon, Secretaria Nacional do Consumidor, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou nesta terça-feira um ofício ao Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, para que investigue aumentos nos preços dos combustíveis registrados em postos em Minas, na Bahia, no Rio Grande do Norte, no Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
O pedido foi encaminhado após representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses estados estariam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado alta nas refinarias.
Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que veem ocorrendo no Oriente Médio.
“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, diz em nota a Senacon.
O Minaspetro, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais, informou que as companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores de marca própria.
Em Monlevade, a gasolina mais barata já está custando 6 reais e 39 centavos, e o etanol já está sendo vendido a 4 reais e 85 centavos.








